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17.5.11

Só ele...


Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade,
meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria
mesmo eu sendo
desfigurada, intensa e verdadeira,
como um quadro do Picasso.

Tati Bernardi

5.1.11

Histórias do Amor-Amigo! Parte II


Ela: - Sua nova namorada é bonita. (“Aposto que ela roubou seu coração”)
Ele: - Sim, ela é. (“Mas você continua sendo a garota mais bonita que eu conheço”)
Ela: - Ouvi dizer que ela é engraçada e surpreendente. (“Todas as coisas que eu não era”)
Ele: - Certeza, ela é. (“Mas ela não é nada comparado a você”)
Ela: - Eu aposto que você sabe tudo sobre ela. (“Da mesma forma que você sabia tudo sobre mim”)
Ele: - Só as coisas que contam. (“Não me lembro o que ela diz quando eu penso em você”)
Ela: - Bem, eu tenho que ir. (“Antes que eu começar a chorar”)
Ele: - Sim, eu também. (“Espero que você não chore”)
Ela: - Tchau. (“Eu ainda te amo”)
Ele: - Até mais. (“Nunca parei”)
...

22.11.10

Devaneios, choro e aprendizado!!!


Eu estava precisando de um tempo do mundo.


Me fechar um pouco dentro do meu quarto, aquele bem escuro, que existe dentro de mim, e tapar um pouco o meu ouvido pra todos os barulhos externos que andavam me ensurdecendo. Eu estava precisando de uma folga de tudo, pra eu poder ser eu mesma, mesmo que isso significasse não ser tão boa em tudo, como todo mundo julgava que eu "Devesse" ser.

Precisava fechar os olhos e chorar sabe?


Não aquele choro com lágrimas que corressem fora dos meus olhos. Não! Eu precisava "Me chorar" um pouco... chorar fundo, me rezar, me acalmar sozinha, me olhar melhor, porque eu andava tão perdida dentro de mim... Eu estava com mais medo do que qualquer um poderia supor.


Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho.

No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal."

E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem. Mas...


Eu precisava de um tempo de reclusões, pro meu belo não ser só o externo, pra eu voltar a ser bonita. Eu estava precisando de um tempo sem mentiras. Aos poucos eu até poderia lidar, aos poucos. Eu precisava do encanto do céu, de mar, e de lua à portas trancadas e paredes altas, sem teto! O choro foi mútuo e continuo comigo, quase um abraço perfeito.


Do pior jeito, eu descobri que não adianta fazer errado, não adianta querer errado, não adianta lutar errado. Do pior jeito eu percebi que a vida não é engraçada e jamais vai ser, mas que a noite passa, o dia flui melhor...


E agora, com o sol mostrando o caminho, eu sei que EU APRENDI...

18.11.10

Apenas mais uma de amor...


Mas você continua em mim.
Eu posso desligar o computador, posso quebrar a televisão, nunca mais ler jornal, fechar os olhos, apertar os punhos, tapar os ouvidos, encher minha boca de tantas outras palavras, de tantos outros cantos que não falem de você. Mas não, nada adianta.
Não te cantar não significa não te escrever nas minhas entrelinhas, tapar os ouvidos não significa não te ecoar o tempo todo dentro de mim, no escuro do que é ser eu. Murros ao vento não impedem a dor, olhos fechados também conseguem chorar sua ausência. Jornal, Internet, televisão, fax, rádio, código Morse, sinal de fumaça… como se a nossa sintonia dependesse, mesmo, disso.
Incontável o quanto eu prometi a mim mesma não sofrer, não desesperar, não lutar, não falar à quatro ventos pra não te gastar em minhas palavras. Mas você continua latente bem na minha frente, todos os dias, todos os minutos, em cada suspiro de alegria, tristeza ou vazio que saia de mim. Todas as manifestações de vida, na minha, são você.
E confesso que isso me deixa maluca... Preciso aprender a viver sem issol

Eli Amorim.

17.11.10

Borboletas no Estômago!!! Parte II



Ela: "Prometo nunca sair da cama sem antes dar bom-dia, deixar você ver os jogos de futebol na tevê sem reclamar, ter paciência para ouvir você falar dos problemas do escritório, ter arroz e feijão todo dia no cardápio, acompanhar você nas caminhadas matinais de sábado, deixá-lo em silêncio quando estiver de mau humor, dançar só pra você, fazer massagens quando você estiver cansado, rir das suas piadas, apoiá-lo nas suas decisões e tirar o batom antes de ser beijada".


Ele: "Prometo deixar você sentar na janelinha do avião, emprestar aquele blusão que você adora, não reclamar quando você ficar quarenta minutos no telefone com uma amiga, provar a comida tailandesa que você preparou, abrir um champanhe no final de tarde de domingo, assistir junto o capítulo final da novela, ouvir seus argumentos, respeitar sua sensibilidade, não ter vergonha de chorar na sua frente, dividir vitórias e derrotas e passar todos os Natais do seu lado".


Essa poderia ser a minha, a sua ou a história de qualquer outro leitor de tão perfeita e com final feliz, porém, não é assim que as coisas acontecem, o destino tem um certo poderio em mudar as coisas, o tempo por sua vez, deixa o esquecimento tomar conta das juras de amor feitas quando estamos apaixonados, mas depois não lembramos mais o que foi prometido... Mas não vale desistir, há em algum lugar um amor bonitinho para mim e para você!


P.S. Mesmo que a gente não fique juntos para sempre (...). Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece…”


Eli Amorim.



18.6.10

Malas...


As malas estão prontas, as passagens, os papéis, o dinheiro, mas ainda sinto esse vazio e saudade que não cabe em mim, dessas coisas que nunca aconteceram. Me parece que estou partindo e deixando algo meu aqui, um pedaço importante. Sempre vou achar que não volto, sempre vou sentir essa urgência de que não quero me separar de mim mesma.

Não consigo deixar de sentir o inexistente, mas esse é o inicio de um adeus, pelo menos de mim para mim mesma.

Eli Amorim.

16.6.10

Rodopios de uma Bailarina...



O mundo gira em torno da música do coração... e dançamos, dançamos...
até que nos esgotem as forças, até que o mundo páre de tanto rodopiar a nossa volta...
Até que descubramos que bailarinas somos nós.. as vezes, numa corda bamba..
às vezes numa caixinha de música,
às vezes sobre um palco iluminado por outro coração que se mostra.
Eu dancei todas as músicas da minha vida, muitas dancei no compasso certo,
outras tropecei, cai...
Mas o importante é que todas dancei com a alma de uma vencedora.

31.5.10

Inquietações...




Por que até nos mais altos graus de felicidade o coração continua inquieto?

Por que não podemos aceitar simplesmente a alegria e abraçá-la com todo nosso corpo e com toda a nossa alma?

A felidade dá medo, não dela mesma, mas de não ser real, de ser demais, de ser um sonho... por isso tanta inquietação nos momentos que poderiam ser vividos como se os outros não mais existissem, por isso o olhar pra trás pra ver se a tristeza não seguirá o mesmo caminho, não virá estragar esse tão esperado bocado de alegria.


E por que ficamos nesse estado de expectativa é que não tomamos posse total daquilo que recebemos. Parte de nós se alegra e outra vigia, olha de lado, espera até, para que depois nos sintamos reconfortados no nosso desejo de ter razão.


Deus não nos dá presentes pela metade. Aquilo que nos oferece, oferece inteiramente e se não aproveitamos plenamente daquilo que recebemos é porque nós mesmos estragamos isso com nossas dúvidas e incertezas.


Abrimos nosso coração e deixamos nele uma janela aberta para ver voar nossa alegria. E ainda nos consolamos depois dizendo que a vida é assim.


Não... a vida não é assim! Nós a fazemos!

As pessoas mais felizes são aquelas que bebem o riso e se sustentam desse momento presente como se amanhã nunca fosse chegar. Elas pegam de cada dia aquilo que recebem, selam cada noite e cada manhã com uma oração de agradecimento e bastam-se.

Devemos aprender que a vida não é uma fatalidade, embora existam momentos fatais. A alegria não é irmã gêmea da dor e o riso não dá a mão ao choro. Somos nós os responsáveis desse estado de espera, nós que atraímos pra dentro aquilo que repudiamos.

Aquele que quer ficar doente, fica doente, aquele que quer curar-se, cura-se. O que tem fé vai muito longe e o que aproveita da vida, come, bebe e dorme e ainda é coroado com lindos sonhos.

(Letícia Thompson)


p.s. Não gostaria que meu coração estivesse tão inquieto como estás agora!!! Queria sim, que ele tivesse asas e que fosse ao seu encontro, para que me tirasse desse tormento e dessa ausência de não tê-lo por perto!!!

Eli Amorim...

11.2.10

Baile de máscaras...


O Baile de Máscaras
Data 18/05/2007


Era um salão velho. Quase tão velho como a mais velha das pessoas no salão. Quase tão velho como a cobardia que o ergueu.
De tão velho que está treme-lhe o chão e as paredes ao som da música. Ao som daquela música que ecoa nas paredes velhas e trêmulas do salão. Daquela música que não se ouve, mas que contagia toda a gente. Por ela todos dançam…Todos dançam a mesma dança, não podem sequer dançar outra, mas cada um dança para uma direção diferente, no mesmo salão de todos, a mesma dança de todos…É nesse salão que estou perdido, afastado num canto, a olhar de olhos bem abertos todos eles que dançam à minha volta. E eles dançam de olhos fechados.

Todos têm máscaras. Máscaras de baile, de baile de máscaras, máscaras brancas ou pretas, máscaras brancas e pretas, máscaras tristes e alegres, ou tristes, ou alegres, máscaras de ouro, máscaras de jóias, máscaras de madeira, máscaras valiosas, máscaras simples, máscaras de todas as tonalidades de cinzento, máscaras de todas as formas e feitios… Mas todas máscaras.

No meio de todas procuro também saber da minha, então levo as mãos à cara e dirijo-me a um espelho escondido, já que todos os outros bailarinos do salão, embora se enxerguem claramente, são espelhos alterados, de forma a que se alguém abrir os olhos se vê a si mesmo da maneira como mais se deseja ver. Esse pequeno espelho, inútil para os outros, mostra a minha face nua.

Detenho-me então no salão. Todos dançam menos eu, assim como a máscara que não tenho é única entre todos. Todos dançam aquela música que outrora foi ouvida por mim, que outrora foi dançada por mim, mas que por força da minha loucura foi esquecida. Esqueci a música que já não ouço e a dança que já não danço.

Olhando em meu redor percebo que já não tenho nada a fazer neste baile de máscaras. Ainda tento desesperadamente abrir os olhos a alguns dos mascarados mas eles não me conhecem sem máscara, por isso empurram-me, com medo, antes de observarem novamente o salão pelos espelhos e tornarem a fechar os olhos.

Acabo rapidamente por desistir de tentar mostrar algo que ninguém quer ver, de tentar dar o dom da visão a quem é cego por opção, então dirijo-me para o imponente pórtico que me leva à saída deste baile de máscaras, empurro a pesada e maciça madeira e abraço o exterior.Lá dentro nem se apercebem de que algo aconteceu. Não se apercebem do milagre que ocorreu quando alguém perdeu a sua máscara.

O salão continuará perfeito aos seus olhos.A música continuará a ser ouvida e a dança continuará a ser dançada.


Fonte: Luso Poemas


P.S. Bom carnaval a todos!!!

16.12.09

Liguei o FODA-SE!!!


Por Victtoria Rossini


Cansei!

De me responsabilizar

Por palavras e ações

Que não eram minhas.


Eu as absorvia

Analisava

JulgavaE sofria.


Cansei!

De perder meu tempo

De gastar minhas energias

Com coisas e pessoas

Que não me dão sustento

Que não em dão alento

Que não me dão alegrias.


Cansei!

De olhar pra trás

E re-agonizar por coisas

Que já nem existem mais.


Cansei!

De deixar morrer o hoje

Existindo apenas para cumprir metas

Que eu mesma inventei.


Cansei!

De deixar pra ser feliz amanhã

Quando tiver algo

Quando chegar alguém.


Liguei o foda-se!!


Quero ser feliz hoje!

Sair todos os dias porta á fora

Com um sorriso explodindo na cara

E pés bailantes de felicidade.

Livre dos pesos passados

De medos ou expectativas

Do novo dia que virá.


Quero vida!

E vida com alegria!

O resto?

O resto foda-se!!


Obs.: Calma, não estranhe, não sou tão santa, tenho o meu lado "porra loca", portanto, nem sempre sou essa moça comportada, que não fala palavrão e nem ao menos responde uma pergunta "idiota" meio atravessada, tenho meus limites, e sei até onde eu posso ir, mas tem hora que isso cansa, ser comportada demais, ser boazinha demais, às vezes quero mais é jogar tudo pro alto e falar: Vão à merda!!! Quem nunca teve vontade de falar isso??? Eu mesmo tenho várias vezes...e na maioria, para não dizer todas as vezes, acabo não falando... e isso me deixa frustrada... Portanto, em 2010, muitas mudanças irão acontecer, começando por mim... e que venha logo...


Eli Amorim...

8.12.09

Recado do tempo!!! ♫♪♫♪


Com os olhos banhados d'água ele suplicava: fica!

Tarde demais...

Ela foi embora

Mesmo ofertando tudo e não pedindo nada: Fica!

Tarde demais...

Ela foi embora


Mas o tempo sabe bem o que fazer

Deixar a chuva lavar pra escorrer daquela pele

todo o lodo e febre

Mas o tempo sabe bem como curar

A ferida que insiste em sangrar

Mas vai fechar


E na madrugada fria ela deixa de ser cega e enxerga

Tarde demais...

Ele já não a espera

E olhando-se no espelho só resta então o lamento

Meu Deus foi tarde demais

Ele partiu com o tempo


Mas o tempo soube bem o que fazer

Deixou a chuva lavar pra escorrer daquela pele

Todo o lodo e febre

Pois o tempo soube bem como curar

A ferida que nunca mais vai sangrar

Fechada está


E nesse dia então

O mundo pôde perceber

que foi tarde demais pra ela se arrepender...


P.S. Belíssima canção de Isabella Taviani!!! Ela retrata a história da maioria das separações... que sempre alguém sai perdendo...de uma forma ou de outra, não há um meio termo!!!
Minha alma sangra por essa solidão cruel!!!

Eli... :(

9.11.09

Última chance!!!


Ele estaria fora por 4 dias. E imaginado onde ela poderia estar. O que estaria fazendo. O que estaria pensando. Por que ele pensou muito desde que ela saiu pela porta na última manhã. Ela estava certa.

Sobre tudo.

Seu cérebro não parava de repassar a imagem dela o deixando. O som do motor do carro dela não parava de se repetir...

Ele não foi atrás dela.

Ele ficou ali, estupidamente vendo-a ir embora.

E em seus sonhos, ela sorriu. E voltava para ele. Mas os sonhos não eram realidade, e quando ele acordava, estava em um hotel. Sozinho.

Ele ouvia enquanto o telefone de sua casa vazia tocava e tocava. Ela não estava lá. Ela partira e não iria voltar. Ele podia imaginar a casa vazia. Os grandes cômodos. O silêncio.

E ele não sabia que sem ela em sua vida, não importava onde ele morasse, ele ficaria cercado pelo vazio.

O silêncio iria persegui-lo por anos. Ele podia ter sido parte de algo maravilhoso.

Mas, agora, não há o que pensar.

Pulando da cama, ele andou a passos largos até o armário, pegou a mala e começou a jogar coisas dentro. Com alguma sorte ele poderia pegar um vôo cedo para casa.

E, se estivesse mesmo com sorte...Ele encontraria ela ainda querendo conversar.

Agora ele sabia. Agora podia admitir. Quando já era tarde demais, podia, finalmente obrigar-se a dizer e acreditar. Ele a amava. Completamente.

E esta seria talvez sua última chance de convencê-la disso. Restaria saber se ela o aceitaria de volta...


Esta foi apenas uma de algumas histórias que meu coração me pede para escrever...e outras que aconteceram comigo que aos poucos vou eternizar aqui no blog...


Eli Amorim - 09/11/09


27.9.09


19.9.09

Cansei...


Tô cansada de sentir saudades de você!!!

Parece uma sina, algo que eu tenho que carregar, credo!!!

Não quero mais sentir isso não!!! Tô de partida!!!

Cansei de esperar por você!!!




Devolve moço,
devolve moço,
O meu coração pro bolso.

Eli Amorim 19/09/09

6.9.09

♥ Ouvindo o coração ♥


...
Faça o que sua natureza quer fazer, o que suas qualidades intrínsecas anseiam por fazer. Não dê ouvidos às escrituras. Ouça seu próprio coração; essa é a única escritura que prescrevo. Ouça com muita atenção, com muita consciência, e nunca estará errado. Ouvindo seu coração, você nunca ficará dividido. Ao escutar o seu coração, começará a tomar a direção correta, sem jamais pensar no que está certo ou errado.
Siga-o de qualquer maneira e vá aonde quer que o leve. Ele às vezes o colocará diante de perigos - mas lembre-se de que, nesses casos, alguns perigos são necessários para seu amadurecimento.
Outras vezes, o coração o levará a se extraviar - lembre-se, mais uma vez, que esses extravios fazem parte do crescimento. Muitas vezes você cairá. Coloque-se de pé novamente, pois é assim que se fortalece - caindo e levantando-se outra vez. É assim que você se torna uma pessoa integrada.
Nunca siga regras impostas.... Não seja um imitador, seja sempre original. Não se torne uma cópia. A vida é uma dança se você for original - é esse o seu destino.
...A vida passa depressa demais - é dinâmica, não é estática. Não é uma poça estagnada... nunca é a mesma em dois momentos consecutivos....Eu lhe ensino uma lei intrínseca da vida: obedeça a seu próprio eu, seja uma luz para si mesmo... O único jeito de ficar em contato com a vida, de não ficar para trás é ter um coração destituído de culpa, um coração inocente.

Osho – Corpo e Mente em equilíbrio.


P.S: Já me ferrei muito ouvindo o meu coração, e olha que não foram poucas às vezes que este "órgão maluco" me deixou na mão. Mas, nosso coração é incoerente, ridículo, pouco confiável e escandaloso. Mas não tem nada mais fantástico do que deixar a vida descompassada, só no ritmo desse imbecil.

4.9.09

Sexto Sentido de Mulher é FODA!!!


É foda quando você tem certeza que tem alguma coisa errada, ou que algo não cheira bem no Reino da Dinamarca, na verdade em todos os sentidos. Não sei porquê, mas acordei com esta sensação hoje... Eu hein!!! Deve ser esse meu lado canceriana falando alto de novo!!! Vamos aguardar pra ver, se bem que eu não quero ver nada rsrrsrs...
Bom, depois eu passo aqui para contar sobre este meu pressentimento, espero que seja bom...♥♥
Beijos...

Foto by Olhares

2.9.09

A dor - Parte II


"Não sei dizer o que tomou conta de mim. Se tenho algum cuidado em escrever estas linhas, antes que morra, deve-se sobretudo a um receio de que me entendam mal: a saliva no interior da minha boca não se acumulava à sua visão, as minhas pernas não tremiam de desejo. Não era desejo, mas uma espécie de ciúme sem desejo, um ciúme descarnado que me fez engolir o copo de vinho de uma só vez, e depois outro.

Um certo rubor nas faces. Estendendo a mão para o candeeiro, apaguei a luz e, sem conseguir fechar os olhos ou cerrar as cortinas, implorei que aquilo terminasse o mais depressa possível. Compreendera então, julgo, a natureza da minha situação.

A solidão de um é amenizada pela solidão de outro, e deste modo, mesmo na miséria, existe uma espécie de partilha, de comunhão, a que não se pode dar o nome de alegria mas algo como um encolher de ombros, a minha resignação perante a brutalidade daquilo que me acontecera.

Que ele tivesse alguém e eu não perturbava-me, colocava um entrave à nossa amizade, um ponto final no nosso monólogo. De uma certa maneira que não sei explicar senão com palavras incoerentes, até então tinha sido como se eu tivesse dado um passo ao lado que me tivesse feito sair do mundo, um pequeno passo discreto e silencioso de retirada.

Após essa noite, o mundo notou a minha falta e deu ele também um passo ao lado, mas um passo do mundo é muito maior do que um passo dos nossos, e num certo sentido eu fiquei atrás das coisas, deslocado."


João Tordo, in "O Livro dos Homens sem Luz"
PS: Texto intenso, que a dor não nos faça perder o que há de melhor, VIVER!!! ELi Amorim 02/08/09

26.8.09

Ausência na presença!!! Lindo!!!


Tinha a mão encostada ao seu peito, como quem se certifica que o palpitar do coração ainda era real.

Sentada na mesma rocha, onde ambos tinham partilhado o salgado aroma das ondas, olhava o firmamento como se a realidade pudesse ser modificada pelo simples fato de ela querer que assim fosse.

Ele tinha surgido na sua vida vindo de um nada tão longínquo que ela não imaginava sequer que pudesse existir.

Primeiro sorriu-lhe, depois conquistou-a, a seguir amou-a com uma intensidade que ela descobriu extasiada, quando já estava apaixonada por ele.

Sem saber como nem quando sentiu que ele passara a fazer parte dela e ela dele… sentiam-se, adivinhavam-se sem necessidade de palavras… mas a verdade é que ambos gostavam das palavras e brincavam com elas e com elas vestiam os sentimentos que a medo iam descobrindo!

Estranhas coincidências tornavam-nos um só, mesmo quando na diferença viam que podiam ser iguais no amor que partilhavam.

A medo ela embarcou na rota da loucura que o corpo dele traçava, aprendeu novos caminhos que a conduziam até à força do seu amor…e mais do que o medo assustava-a a sua força que se alimentava dos dois… como se nada mais existisse para além daqueles momentos.

Não era…nunca foi fácil dar corpo àquele amor…eram imensos os sinais proibidos que apareciam no percurso que queriam trilhar!

Como se acreditassem que a lua nascia só para eles abraçavam-se no vazio que se desenhava nas noites, cobriam a saudade com beijos de paixão. Ele cantava-lhe a canção que lhe tinha oferecido, ela sussurrava-lhe ao ouvido palavras do poema que lhe tinha escrito!

Aprenderam a amar-se antes de se conhecerem e tudo era uma (re)descoberta a dois corpos. Os sorrisos venceram as lágrimas, o seu olhar apaixonado conquistou-a, na sua mão traçou um novo destino e percorreram um longo caminho que os deixou unidos na certeza de que nenhum outro significado poderiam ter as palavras: “Sou tua”, “Sou Teu”!

…um dia, tanto tempo depois (!) quando acreditaram que afinal não tinha sido o acaso que os juntou, quando viviam finalmente à distância de um respirar ela sentou-se na terra molhada depois de se terem amado com o mesmo desejo de sempre e disse:

- Sinto que o ar me foge, como se tivesse inveja deste sentimento que nos incendeia!

Assustou-se ele com a palidez de cera que o seu rosto transmitia, pegou-a ao colo e no hospital soube que nem a força do seu amor seria suficiente para que o coração dela continuasse a bater.

Dor, raiva, amargura, revolta…da loucura do amor à loucura da morte!

Beijou-a em desespero, apertou-a contra si, como se isso a pudesse devolver à vida que ele sempre amou.

Lembrava-se de sempre lhe ter dito que ela era “o seu sopro de vida…a brisa que o acompanhava de noite e de dia…”

Agora queria ser ele o sopro da vida que lhe fugia, mas não sabia como o fazer!…nos beijos que lhe depositava na boca deixava pedaços de si……nas palavras que lhe colava aos ouvidos, lembrava-lhe as promessas de que seria para sempre……mas apenas o silêncio lhe respondia, um silêncio que o feria e que o afastava cada vez mais dela!

Sabia que era loucura, mas tudo lhe dizia que essa era a única forma de permanecerem unidos para sempre.

Só havia uma pessoa que o podia ajudar e não queria perder nem mais um minuto, tudo tinha que ser feito antes que tarde se tornasse…havia obstáculos a vencer, medidas a tomar, mas sabia que voltar atrás era impossível!

Dias depois ela acordou!

Procurou-o com o olhar, sentia-o mas não o via!

Quebrou-lhe o soluço a voz … as lágrimas caiam-lhe pelo rosto pálido de quem venceu uma batalha impossível contra a morte!

-Como o deixaram fazer isto?

Ninguém soube como lhe responder, tudo tinha sido feito enquanto ela dormia o longo sono da dúvida!

De nada adiantou que negassem, o que para ela era evidente!…sempre tinha sido assim desde que se conheceram.

Adivinhavam-se em todas as situações, por vezes as palavras atropelavam-se no caminho por demasiado parecidas ao que queriam transmitir!

Se ela o sentia e ele não estava ali, isso só poderia significar que ele cumpriu o que sempre tinha prometido: ficariam unidos para sempre…sempre disse que não estava disposto a morrer de amor, mas que se fosse preciso morreria por ela!

-“Estou em ti como sempre estive, nada nem ninguém nos poderá separar”

Pegou nessas palavras escritas com a letra do seu amor nas costas de um papel que ela lhe tinha oferecido com uma palavra apenas e levou-a até ao coração que agora era dos dois!

As lágrimas escorregaram…tinha tantas saudades da sua presença, mas verdade é que também tinham aprendido a fazer da ausência presença…mas não conseguia imaginar como viver duas vidas numa só!

Com a mão no peito, à beira do mar que conjugaram com o verbo amar, perguntava como merecer o seu amor?




Lindo texto!!! Linda mensagem de amor!!! ♥♥

21.8.09

Esse vazio chama saudade... :(


Tem coisa pior do que o sentimento de saudade?! A angustia de esperar, de lembrar de momentos, relembrar e imaginar que nunca vai ser igual ao que foi, que o destino é incerto...

O sentimento da agonia, de querer estar perto novamente, de sentir novamente, de querer...

A frustraçao de saber que existem coisas que são apenas... Saudade!
Você chegou quando a dor estava intensa... Me encontrou quando eu
já não podia me encontrar...
Menino do sorriso insuportavelmente lindo,
Obrigada por me amar :)
Eli Amorim - 21/08/09

19.8.09

♥♥ ♫♪♫♪ ♥♥



Se for sonhar,

Se for querer,

Se apaixonar e alguém magoar você

Se for chorar,

Se for sofrer

Vai se lembrar que eu amo você

Que eu amo você.
 
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